Associação Sul do Pará da Igreja Adventista do Sétimo Dia

Associação Sul do Pará

Evolução: 15 anos de transformações no sul do Pará

Sede Administrativa da IASD no Sul do Pará

A Igreja Adventista do Sétimo Dia foi estabelecida na região em 2001 e tem mantido o essencialismo pioneiro.

Luzia Soares Bastos foi uma das primeiras adventistas da região sul do Pará. Ela e sua família saíram do Maranhão em meados dos anos 50 e passaram a morar no bairro da Marabá Pioneira. “Quando eu e minha família chegamos aqui, em 1955, eu tinha apenas 14 anos. Não havia nenhuma Igreja Adventista em Marabá. Em 1969, a Associação Baixo Amazonas promoveu uma conferência em um local chamado Clube das Mães, no nosso bairro e mais de 100 pessoas foram batizadas naquele evento. Eu era uma dessas pessoas”.

A Associação Baixo Amazonas (ABA) não existe mais com esse nome. Mudou seu título no final de 2013 para Associação Norte do Pará. Mas, a irmã Luzia nunca mais esquecerá daquela época. “Eu fui uma das primeiras adventistas que se batizaram nessa região. Para mim, a Igreja Adventista é tudo, por que me tirou do ‘mundo’ e eu sei que é a igreja verdadeira. Ela apresenta a verdade. E não penso nem em sair. Vai ser até Jesus voltar”, declara.

Ela conta que a primeira Igreja Adventista do Sétimo Dia, de Marabá, foi a que atualmente é a igreja central de Marabá Pioneira, localizada em bairro homônimo. “Começamos um Pequeno Grupo em 1969. Eu até dei estudo bíblico para uma vizinha minha. Alugamos um ponto e depois um terreno foi comprado. A igreja foi crescendo e foram surgindo outras. Primeiro a [do bairro] de Novo Horizonte, depois a da Folha 21 (Nova Marabá 1)”, afirma Luzia.

Anos mais tarde, em 14 de outubro de 2001, foi criada a Missão Sul do Pará (MSPa), a sede administrativa da Igreja Adventista na região. Posteriormente, tornou-se Associação Sul do Pará (ASPa), em dezembro de 2005. Hoje com 75 anos, a irmã Luzia lembra das mudanças que ocorreram na administração da Igreja no sul do Estado. “Antes, o trabalho missionário era feito todo a pé, diferente de hoje que pode ser feito com carro. Por causa disso, sentíamos falta de ter um pastor sempre conosco. Muitos desistiram, mas eu não. Precisamos perseverar, por que dependemos de Deus. E a responsabilidade é de cada um”, relata.

Janete Lobão da Silva Bezerra congrega na Igreja Adventista Central da Marabá Pioneira e revela que, de fato, a Igreja como instituição religiosa mudou muito. Ela nasceu em Imperatriz, Maranhão. Veio para Marabá em 1988 e se batizou como adventista em 2006. “A mudança de 2006 para 2016 foi de 100% para melhor. E tudo isso veio com a abertura da ASPa, pois se não tivéssemos o apoio da liderança, nada seria feito. Hoje, um membro recém batizado pode trabalhar na obra. A compreensão é de que a fé se fortalece. Não digo que antes era ruim. Se antes não havia essa abertura era porque havia motivos para isso”, diz Janete.

(Texto: Vandilson Rosas Junior – jornalista)